Fotoenvelhecimento: factos essenciais
Aí vem o sol
As atitudes em relação à pele bronzeada mudaram ao longo das décadas. Na era pré-industrial, a pele mais escura e bronzeada pelo sol estava associada a trabalhadores manuais ao ar livre e a pele pálida era vista como um sinal de beleza, estatuto social e riqueza. O bronzeado parece ter-se tornado tendência no final da década de 1920, em parte devido ao ícone da moda Coco Chanel, que regressou de um cruzeiro exibindo não só o seu estilo minimalista caraterístico, mas também uma pele beijada pelo sol.
Na década de 1960, ter um bronzeado era tão valorizado como a pele pálida costumava ser e toda uma indústria pró-bronzeamento desenvolveu-se em seu redor, incluindo solários e produtos de autobronzeamento. No entanto, desde os anos 2000, existe uma maior consciencialização sobre
os perigos da exposição excessiva ao sol em termos de fotoenvelhecimento e do risco de cancro.
Fotoenvelhecimento, um acelerador do envelhecimento cronológico
Na pele exposta ao sol,
até 90 % do envelhecimento deve-se aos efeitos agressivos do sol.1 O fotoenvelhecimento é o dano causado à pele através da exposição à radiação UV, alterando as estruturas normais da pele. A luz solar tem dois tipos de raios UV: UVA e UVB. Os raios UVB afetam a epiderme ou camada externa da pele, danificando o ADN e provocando queimaduras solares. Os raios UVA, de penetração mais profunda, também prejudicam as células epidérmicas, mas podem afetar os níveis de colagénio e elastina nas profundezas da derme, proteínas e fibras essenciais que sustentam a estrutura da pele e lhe conferem um aspeto tonificado e jovem. Os
sinais visíveis de fotoenvelhecimento incluem rugas, flacidez da pele, tom de pele irregular, alterações de pigmentação, manchas de idade e derrames vasculares….
As pessoas que têm pele clara que se queima facilmente ou que passam muito tempo ao ar livre (por trabalho ou lazer)
estarão mais vulneráveis ao fotoenvelhecimento. Medidas preventivas, como o uso de um protetor solar de amplo espetro com FPS elevado (que atue contra os raios UVA e UVB) ou vestuário de proteção, privilegiar a sombra e evitar a exposição nas horas de ponta, são todas recomendadas. Existem até algumas preocupações de que a luz emitida por dispositivos como telemóveis, tablets e computadores (HEV e infravermelhos) possa estar a afetar o colagénio e a elasticidade da pele. Para os pacientes que passam muito tempo em frente a um ecrã, este deve talvez ser considerado um fator adicional ao formular um regime de proteção da pele
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Visualizar os danos e aumentar a consciencialização
O tipo e a extensão do fotoenvelhecimento são imprevisíveis e dependem do indivíduo. No entanto,
ter a capacidade de ver além da superfície da pele e revelar a extensão dos danos é altamente valioso para os profissionais ao determinarem quais os passos a tomar para ajudar a reparar, proteger e educar os pacientes. Os
sistemas de imagem 3D LifeViz®, que incluem um
módulo de cuidados da pele, permitem aos profissionais
visualizar e demonstrar os efeitos do fotoenvelhecimento. O mapeamento da pigmentação, a análise de rugas e a textura da pele ajudam a construir uma
imagem precisa. Ao serem capazes de visualizar rugas em 3D e ter pontuações comparativas de cuidados da pele para os pacientes, os profissionais podem ajudar os pacientes a compreender melhor os efeitos do fotoenvelhecimento na sua pele. Com esta riqueza de informações valiosas, podem então recomendar um regime de tratamento personalizado e monitorizar o progresso do paciente.
Ao ajudar a
aumentar a consciencialização sobre os efeitos nocivos do fotoenvelhecimento, a Quantificare coloca mais uma vez o foco firmemente na saúde e no bem-estar dos pacientes.
1. https://dermatology.ca/public-patients/skin/photoaging/
2. Photodermatology, Photoimmunity & Photomedicine, Estudo de 2014,
https://www.skincancer.org/blog/photoaging-what-you-need-to-know/